No alto da sua torre de janelas, lá estava ela presa e solitária.
Não falava com os pássaros, porque só haviam pombos e ela tinha visto num artigo que eles transmitem doenças.
Estava só com seu computador. Sua única janela que ela olhava de sua torre de janelas.
O grilo falante estava online e dizia para a Rapunzel que ela devia sair mais. Ele contou de várias viagens que fez ao redor da cidade e como tudo era bonito se olhado de uma forma diferente.
Rapunzel não estava ali porque nenhuma bruxa a prendia ou porque o príncipe não tinha salvado. Estava ali parada sem conseguir entender o motivo de não conseguir se lembrar mais como é estar livre.
Grilo falante saiu.
Rapunzel por um instante quis tentar outra vez, foi olhar ansiosa da verdadeira janela de sua torre. Viu que o sol ainda brilhava e que as nuvens estavam lá. A rua estava logo ali embaixo era só descer.
Foi procurar a porta. “Onde mesmo fica a porta?” A tanto tempo que não saia da sua torre que esquecera onde era. Logo encontrou a porta, mas exitou em abri-la. Tinha medo do que poderia encontrar.
Abriu a porta e desceu as escadas uma a uma. E saiu da torre.
Viu como tudo tinha mudado e que várias torres como a dela apareceram em volta. Ela havia perdido muito tempo se escondendo, não das outras pessoas, mas de si mesma.
Agora iria viver.


Borboletas- Luciana Mello


